Curso de Direito realiza palestra sobre “A Criminalização da Advocacia” com Ércio Quaresma Firpe

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Ércio Quaresma tem no currículo casos polêmicos como a defesa do Goleiro Bruno. Foto: Rodrigo Rebelatto/Acadêmico de Jornalismo

Na noite de terça- feira, 16, o advogado criminalista Ércio Quaresma Firpe palestrou na Celer Faculdades sobre a “ A Criminalização da Advocacia.” O evento organizado pelo curso de Direito, contou com a presença de  advogados, egressos, acadêmicos e a comunidade.

O coordenador do curso de Direito, Vitório Dervanoski Júnior, explica  que o foco da palestra foi de debater sobre a maneira como os advogados tem sido tratados pela mídia no atual cenário vivido. “A criminalização da advocacia basicamente são os advogados que estão sendo atacados pela imprensa. Muitas vezes por defenderem pretensos criminosos, os advogados  estão se tornando criminosos também”, comenta. Segundo Vitório, é necessário, a  partir de tais debates,  amadurecer a discussão com os alunos sobre essas ideias que se formam como quase uma conspiração acima do exercício da advocacia.

Quaresma tem 28 anos de exercício profissional e trabalhou três anos na Polícia Civil.  É palestrante, Delegado de Prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e é também Especialista em Ciências Penais.

Diante de seu trabalho como advogado criminalista, tem como bagagem na vida profissional vários casos de crimes brasileiros que se tornaram notórios por parte da mídia. Quaresma diz que apesar dos crimes que o réu tenha cometido é dever do Estado tratá-lo com alguma humanidade. “Dentro do nosso ordenamento jurídico, a constituição penal preconiza que o advogado é indispensável na administração da justiça”, relata.

Para os futuros advogados criminalistas, o palestrante deixa claro as características essenciais para a conquista do sucesso na profissão. “Paixão, estudo, dedicação e perseverança. Hoje temos uma gama imensa de instituições que tem o curso de Direito e a concorrência é brutal” finaliza.

Texto: Giovana Baggio Strapazzon – Acadêmica de Jornalismo
Fotos: Rodrigo Rebelatto – Acadêmico de Jornalismo

 

Confira na íntegra a reportagem radiofônica produzida pelas acadêmicas Mariana Cossa e Alissani Borges 

 

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Memórias não se apagam: Culturas passadas que ainda nos transformam

Ilka mostrando a foto de sua turma na escola. Foto: Mariana Cossa/Acadêmica de Jornalismo

Cultura, lembranças, saudades. Ilka Kehl Matte, brasileira de origem alemã, 89 anos. Maria Florisbela Pires, cabocla (vide asterisco final da publicação), 84 anos. Idades e histórias de vida diferentes, em comum às lembranças de uma época onde não havia luz elétrica e sim uma luz de esperança de quem sobrevivia com pouco, mas cultivava ardorosamente a cultura de seus ascendentes.

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Ilka teve a cultura alemã em sua criação. Foto: Mariana Cossa/Acadêmica de Jornalismo

Ilka Kehl Matte nasceu no dia 24 de junho de 1924, no município de São Sebastião do Caí, Rio Grande do Sul. Mudou-se para Formosa do Sul, Santa Catarina, há 47 anos, onde reside até hoje. Casada com Etelvino Matte desde seus 22 anos de idade, tiveram 4 filhos, 6 netos e 4 bisnetos. Foi costureira quase toda vida.

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Maria trabalhou na roça desde criança. Foto: Mariana Cossa/Acadêmica de Jornalismo

Maria Florisbela Pires, 84 anos, nascida em 12 de dezembro de 1933. Veio para Formosa do Sul há 30 anos, depois que casou-se com Simeão Rodrigues, residindo na comunidade Linha Canela. Tem 3 filhos e 8 netos. Desde sua infância trabalhou na roça como agricultora e fazendo empreitadas.

“Uma ia na casa da outra, todas eram comadres. Era bom as brincadeiras nos domingos, as nossas mães ficavam ‘proseando’, tomando chimarrão e a gente ficava brincando de casinha”.

Conta Dona Maria, relembrando de sua infância, onde brinquedos não se compravam, eram somente confeccionados pelos próprios pais das crianças, como bonecas de pano e carrinhos de rolimã. Dona Maria ainda lembra-se como era difícil ir ao mercado e realizar tarefas domésticas, tão fáceis de fazer hoje em dia.

“Era longe o mercado, os homens colocavam as coisas nas costas do cavalo e traziam, não tinha outro jeito. Pra tomar banho a gente ia no rio porque não tinha banheiro e lavar roupa no rio também, encontrava uma laje e lavava lá. O sabão a gente fazia em casa, sabão de cinza”.

Na educação Dona Ilka e Dona Maria tiveram realidades diferentes. Ilka residia na cidade, assim a escola era perto e ela e seus irmãos podiam frequentá-la sem problemas. Já Maria nunca conseguiu ir à escola pois morava muito longe, no sertão, não havia nem estrada que pudesse servir de caminho, o único jeito de chegar à cidade era à cavalo e seus pais não conseguiam levar todos os filhos até o local da escola desta forma.

Ilka comenta que até seus 9 anos de idade ela e sua família não falavam em Português. Em sua escola o professor era natural da Alemanha e ela e seus colegas se comunicavam e escreviam apenas em alemão. Foi somente em 1939, quando Getúlio Vargas proibiu o uso de línguas estrangeiras pelos imigrantes, que foram obrigados a aprender o Português.

“Não podia falar em italiano, nem alemão, nem polonês, só em português. Ele colocava os fiscais até nas casas, porque os Alemães costumavam rezar antes da janta e do almoço e tudo em alemão, às vezes eles batiam nas casas pra proibir”.

Já as comidas típicas, tanto caboclas da família de Dona Maria, quanto alemãs de Dona Ilka eram provindas de forma simples, plantadas e produzidas em casa.

Ilka trabalhou como costureira até poucos anos atrás, só parou por problemas de saúde e mostra com felicidade todas as fotos de casamento ganhadas de presente por ter confeccionado centenas de vestidos e paletós dos noivos, principalmente na época onde comprar roupas prontas era praticamente impossível, já que em cidades pequenas lojas desse estilo não existiam.

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Materiais de costura de Dona Ilka, que hoje em dia são deixado somente como lembrança. Foto: Mariana Cossa/Acadêmica de Jornalismo

Maria Pires trabalhou na roça e ajudando os pais em empreitadas desde a infância, mas uma das coisas que já fez na vida e que mais se orgulha é o fato de ter sido parteira de mais de 100 crianças e todas terem nascido saudáveis. Por meio de remédios caseiros, simpatias e orações, Maria ajudava as mulheres a terem os bebês em suas próprias casas, médicos e enfermeiras não chegavam até o interior.

“Tinha que fazer chá pra criança nascer forte e se não vinha a gente fazia chá de pólvora. Comprava os pacotinhos de pólvora e moía, a mulher que tinha marido a gente colocava a pólvora na palma da mão dele, com cachaça, pra ele dar pra ela tomar e ter força pra ter o bebê, se ela não tinha marido tinha que pedir pra outro homem fazer o favor. Era diferente, hoje em dia é só chamar o médico, mas naquele tempo não tinha”.

Apesar das diferenças em sua história de vida, Ilka e Maria tem em comum o desejo de que suas culturas e costumes passados continuassem entre as gerações atuais. Ilka ainda consegue falar e escrever em alemão mas enfrenta o problema de não ter mais com quem conversar, por isso escreve o que lembra em cadernos de anotações. Como o marido é italiano, os filhos e netos não tiveram em sua criação a cultura Alemã com que ela foi criada, por isso atualmente vive das memórias e sente-se triste em saber que será a última geração interessada pelo alemão.

Maria não espera que a geração de seus netos e bisnetos cultivem os costumes de sua época, por terem nascido em um tempo onde a simplicidade não é tão natural e é preciso muito mais objetos de valor material para que se sintam completos.

“Eles não acreditam que naquela época era tão sofrido, pensam que é tudo de bom grado como agora. Eu gostaria que tivesse alguém que soubesse daquele tempo que eu me criei, daquele sofrimento, quase sempre mal vestida, de pé no chão. Tinha dias que a gente comia bem, às vezes mal-e-mal. Aquela época era melhor, não se via tanta coisa desajeitada como agora. Não existia televisão, rádio, pia, fogão…e era bom, porque todos tinham saúde, paz, não tinha ‘diz que diz que’. Um ia na casa dos outro contar ‘casos’, tomar chimarrão, ‘prosear’ e sempre se ajudavam nos serviços”.

Mesmo sabendo que alguns costumes talvez nunca voltem, suas lembranças de alguma forma sempre serão guardadas. É preciso que acreditemos que apesar de todas as facilidades que temos hoje em dia, a cultura que veio de nossos ascendentes é importante e precisa continuar vigorando. Mesmo que apenas em livros, vídeos e histórias, ela não pode ser perdida.

Ouvir pessoas como Dona Ilka e Dona Maria faz com que entendemos que o que nos trouxe até aqui foram pessoas simples, que sabiam que a maior prioridade sempre vai ser as pessoas queridas com quem convivemos no presente e no passado.

*De acordo com o livro “Retratos e Memórias da História de Formosa do Sul” de André Luiz Onghero, “Caboclo” é um termo usado para definir os indivíduos e as culturas que se originaram a partir da miscigenação entre indígenas e europeus, ou seja, corresponde ao termo luso-brasileiro, que expressa dualidade étnica e cultural. O termo “Caboclo”, que já teve uma conotação pejorativa no passado, é retomado no século XXI com orgulho por grupos que afirmam positivamente sua a identidade e cultura.

Referências

ONGHERO, André Luiz. Retratos e memórias da história de Formosa do Sul. Chapecó: CEOM/Unochapecó, 2012. p. 219.

Texto: Mariana Cossa – Acadêmica de Jornalismo

Matéria produzida para a disciplina de “Comunicação, Cultura e Realidade Brasileira” sob orientação do professor Marco Antonio Stello 

Dona Maria: Benzedeira, mistura de origens e fé como instrumento

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Maria começou a fazer benzimentos aos 13 anos de idade. Foto: Giovana Baggio/Acadêmica de Jornalismo

Fé? Energia? Orações? Experiência? Criação da mente? Histeria? Seja como for, o benzimento é algo interessante e que traz uma história junto por meio de quem o realiza. Maria Diles da Silva nasceu em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, carrega em sua origem sangue de alemães, espanhóis, brasileiros e índios. Sua avó veio para o Brasil refugiada da Alemanha, ganhou seu filho já em terras brasileiras, no país, foi acolhida por um brasileiro , porém para registrar seu filho o sobrenome “Schimitz” teve que ser deixado de lado e deu lugar ao “De Oliveira”.

Dona Maria, que tinha mais 11 irmãos, morava com toda sua família durante sua infância, seu avô ficou viúvo e casou-se com uma famosa benzedeira da época, a pequena Maria então aprendeu a benzer ouvindo a esposa de seu avô. Sua primeira experiência como benzedeira se deu aos 13 anos, um boi da fazenda de seu pai foi picado por uma cobra, estava entre a vida e a morte, Maria então, para segundo ela, “não apanhar de seu pai”, foi benzer o animal , que sobreviveu.

Casou-se com um policial, porém só depois de muito tempo casada contou que benzia, tinha medo do preconceito que era colocado acima das benzedeiras na época. “ Tem muitos que diz que quem benze é bruxa,  mas não é bruxa , porque todo benzimento tem o nome de Deus e os santos nas orações, isso não é coisa de bruxa” , contou.

De religião católica, a benzedeira demonstra uma fé imensa,  relata que tem preferência por benzer crianças. “Eu prefiro crianças, elas ficam felizes, ás vezes vem adultos aqui com uma energia muito ruim e eu fico com mal- estar, eu sinto que sugam de mim, não é bom”, finaliza.

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Dona Maria com seu esposo, que é ex-policial. Foto: Giovana Baggio/Acadêmica de Jornalismo

Desde 1966 reside em Xaxim com seu esposo, onde teve seis filhos, sendo uma mulher apenas. Muita gente ainda procura Dona Maria e vai até sua casa receber seus benzimentos e bênçãos. “Ainda tem muita gente que me procura, faço remédio pra refluxo, para engravidar. Eu acho que é a fé e a energia que eu passo para as pessoas”, diz, com brilho nos olhos.

Texto: Giovana Baggio Strapazzon

Matéria produzida para a disciplina de “Comunicação, Cultura e Realidade Brasileira” sob orientação do professor Marco Antonio Stello 

‘Nona’ Lourdes e a Cultura Italiana no Velho Oeste

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Nona Lourdes dedica sua ótima saúde a uma dieta natural do tempo onde era difícil consumir produtos industrializados. Foto: Rodrigo Rebelatto/Acadêmico de Jornalismo

O velho oeste catarinense foi em grande parte sendo habitada por descendentes de Italianos, que após chegarem ao Rio Grande do Sul, por volta de 1875, foram migrando para Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e afim. Essa migração aconteceu quando famílias buscavam melhores condições de vida, já que possuíam o conhecimento da agricultura e o clima da região não era tão diferente da Itália. Os imigrantes tiveram muito trabalho para desmatar e começar a plantar nas terras, já que não possuíam máquinas que facilitam o trabalho.

Portanto a cultura da região carrega muitos dos costumes da Itália. Na alimentação, modo de falar e personalidade. Além disso, a convivência com outras culturas também contribuiu para a miscigenação de raças e práticas, criando assim uma cultura própria. Ouve-se desde pequeno dos avós e pais sobre como muitas coisas aconteciam no passado, onde o trabalho era mais difícil, as roupas não eram tão boas, assim como as escolas. Confira alguns costumes da cultura Italiana, contados pela Nona Lourdes, que me recebeu em sua casa para uma agradável conversa.

Mesmo no calor de um sábado de primavera o chimarrão fazia parte da roda de conversas. Um banco de madeira, provavelmente feito em um torno, enfeitava o pátio junto com as famosas orquídeas, que já não cabem mais em seu orquidário. Uma imitação de parreiral de uvas também ajudava na sombra. Ao redor caixinhas com pequenas abelhas, chamadas de “Mirins”, num trabalho incessante que chega ser bonito de ver. No gramado nenhuma folha de árvores, tudo em seu devido lugar. “Entra, entra, chega aqui, senta, vamos tomar um chimarrão. Espera que vou pegar umas bolachas”, diz a Nona sempre que alguém chega por lá. Na vista a lavoura, que em breve será tomada pela água de uma barragem que está sendo construída ao lado da propriedade e que é assunto com todos que ali passam. Adiante da lavoura árvores de onde se extrai as folhas para fabricação de erva. “Tá vendo as ervas lá, a água vai chegar lá perto”, conta entusiasmada.

Nona Lourdes conta que possui 80 anos e mora em Passos Maia há 61, e se lembra muito bem como foram os primeiros dias na nova propriedade. “A gente não tinha botas, então ia de pé no chão. O Vino (falecido marido) ia na frente lavrando a terra com uma junta de bois e nós íamos atrás arrumando a terra com uma inchada. Mas não rendia, em meio dia fazíamos pouca coisa”, destaca.

O costume do casamento era cedo, com 15 ou 16 anos a mulher já estava casada e tendo responsabilidades que atualmente não se imagina uma menina com essa idade tendo. Após o casamento era hora de fazer a vida, como casavam sem patrimônio algum, o jeito era sair e buscar uma terra para trabalhar. Quando essa terra era encontrada começavam os preparativos para o plantio. Muitas vezes por não possuírem nem botas para confortar os pés do calor e das pedras o jeito era ir de pé no chão mesmo.

Quando questionada se o casamento era ajeitado pelos pais ela riu, balançando o chimarrão que segurava em suas mãos, disse: – não, a gente escolhia com quem casava, aos risos. Mas conta que quando assumia o compromisso era coisa séria, nem pensar em separação. Como não existia nem luz elétrica na época o namoro era por cartas, nada de ficar de recadinho todo instante. Pegar na mão? só alguns dias antes do casamento. “A gente namorava com o pai ou a mãe junto”, diz.

Na hora de conversar o dialeto Italiano prevalecia. Entre o casal e com amigos só era falado em Italiano, mas o português teve que ser introduzido nas conversas, pois os filhos iam para escola e lá ninguém falava o idioma estrangeiro. “A gente falava só Italiano, mas teve que começar a falar “Brasileiro” porque as crianças sofriam na escola”, conta Lourdes.

Com 80 anos e uma saúde invejável, salienta que isso se deve a alimentação na juventude, com produtos em sua maioria plantados na roça e sem veneno. “A gente plantava tudo, comprava apenas café, açúcar e sal, não passava veneno em nada e mesmo assim tudo vinha”. Feijão, arroz, carnes, ovos, batatas, mandioca, milho (para a polenta), verduras, frutas, legumes, tudo era cultivado na propriedade. Seguindo assim os costumes dos antigos, como ela destaca.

Luz elétrica era novidade, mas chegou ao local quando ela já tinha seus 39 anos, há 41 anos. “Nós não tínhamos luz, então a gente chegava em casa da roça, conversava um pouco, jantava e ia dormir, pois no outro dia íamos pra roça cedo, antes da luz do sol”. Depois de uma longa briga com o prefeito de Ponte Serrada na época a luz veio. “A vida era mais difícil, mas era divertida. Eu era muito feliz, sou feliz até hoje”, finaliza.

Nona Lourdes completa 80 anos neste mês de outubro. Sempre receptiva ofereceu ao final da entrevista algumas bolachas pintadas. Ainda disse que só não iria oferecer caldo de cana pois já tinham desmontado o engenho para limpeza. Receptividade e alegria poderiam ser seus sobrenomes. “Falam que eu não largo meu crochê, mas eles também não largam os celulares”, finaliza sorrindo.

Texto: Rodrigo Rebelatto – Acadêmico de Jornalismo

Matéria produzida para a disciplina de “Comunicação, Cultura e Realidade Brasileira” sob orientação do professor Marco Antonio Stello 

Campanhas que informam sobre mosquito Aedes Aegypti não vem sendo eficientes, afirma palestrante

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O Eixo Temático 3 contou com debates acerca da interdisciplinaridade e dos cuidados com o mosquito Aedes Aegypti. Foto: Caroline Mognol/Acadêmica de Jornalismo.

As palestras no Eixo Temático 3 (Ciência, saúde e tecnologia) do 3° Congresso Regional de Direitos Humanos da Celer Faculdades, que ocorreram na última sexta-feira, 28, tiveram como foco principal a interdisciplinaridade e as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, com debates coordenados pelos professores Dr. Ricardo Rezer e Dr. Daniel Albeny Simões.

A palestra ministrada pelo professor Dr. Ricardo Rezer teve como propósito juntar a teoria com a prática e visou entender a interdisciplinaridade no cotidiano. De acordo com o professor, a mesma pode ser considerada uma forma de unir pessoas para a realização de trabalhos teóricos junto à comunidade. “A maneira em que resolvemos as coisas teoricamente, interfere parcialmente nas nossas ações práticas”, destacou Ricardo.

Para encerrar a noite, a palestra sobre Aedes Aegypti abordou temas como o controle, a prevenção e o combate ao mosquito vetor de doenças como a dengue. Dr. Daniel Albeny comentou que as pessoas desconhecem o mosquito e isso ocorre por falta de informações e campanhas que mostrem como ele realmente  é e age. 

O professor Tiago Ramos mediou os debates de ambas as palestras, as quais contaram com a participação de alunos dos cursos de Biomedicina, Educação Física e  Psicologia da Celer Faculdades.

Texto por: Caroline Mognol e Jean Carvalho – Acadêmicos de Jornalismo

Fotos: Caroline Mognol

Matéria produzida sob orientação do professor Darci Debona

Constituição dos Direitos Humanos e Desigualdades foram tópicos em debate na segunda noite do 3º Congresso Regional

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Durante o debate foi trazido o tópico da pena de morte nos Estados Unidos. Foto: Carla Maria Martins/Acadêmica de Jornalismo

A construção da cidadania a partir dos Direitos Humanos foi tema da palestra ministrada pelo professor Dr. Adelcio Machado dos Santos, nesta sexta-feira, 28, no segundo dia do 3° Congresso Regional de Direitos Humanos: Educação, Ambiente e Saúde, na Celer Faculdades.

A palestra fez parte do  Eixo temático 1, onde foram tratados assuntos em relação a constituição dos Direitos Humanos. O professor enfatizou que o acordo de Direitos Humanos não foi assinado por países comunistas, pois a declaração veio para mudar radicalmente a concepção ética e proclamar que “todos os seres humanos nascem livres e iguais: em dignidade e direitos”.

Em debate mediado pelo professor Vitorio Gheno Devanoski Junior, o professor também comentou sobre a pena de morte legalizada nos Estados Unidos. “Alguns estados legalizaram a pena de morte, mas a maioria deles não possui uma estrutura para isso” explicou.

Acadêmico do 2° período de Administração, Bruno Mariani comentou que a palestra fez despertar uma imensa curiosidade sobre a pena de morte. “Não sabia que nos Estados Unidos já havia sido liberado a pena de morte, isso me deixou curioso em saber quais os crimes levam a isso, certamente vou pesquisar mais sobre”, contou Bruno.

O segundo palestrante da noite foi o professor Dr. Doglas Cesar Lucas, que apresentou o tema “Direitos Humanos e a Proteção Jurídica das Diferenças Identitárias no Brasil Contemporâneo”. Durante a palestra, Professor Doglas enfatizou que estão havendo mudanças em relação a aceitação de cada indivíduo. “No tempo dos nossos avós as mulheres não escolhiam  com quem casar, a desigualdade era evidente, os homossexuais não assumiam-se e negros eram desprezados. Hoje a realidade é diferente, mas ainda existem preconceitos que devem ser abolidos”, pontuou.

No debate mediado pelo professor Marcio Roberto Bitelbron, respondendo perguntas de acadêmicos, Doglas finalizou comentando que para amenizar-se as desigualdades deveria-se haver mais investimento governamental na Educação, assim se formariam indivíduos prontos para aceitar e lutar pelos direitos de todos.

Texto e fotos: Carla Maria Martins

Matéria produzida sob orientação do professor Darci Debona 

Palestrante alerta para risco de mau uso das águas subterrâneas

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O risco de contaminação nos recursos subterrâneos do Oeste catarinense pode afetar diretamente o agronegócio. Foto: Mariana Cossa/Acadêmica de Jornalismo

“Nós temos um grande problema que coloca em cheque toda a base econômica, que é como usar a água de maneira sustentável”, afirmou a professora Dr. Janete Facco, no debate que ministrou nesta sexta-feira, 28, no segundo dia do 3º Congresso Regional de Direitos Humanos: Educação, Ambiente e Saúde, na Celer Faculdades. Também fez parte da programação a palestra do professor Dr. Odair Neitzel, que discutiu sobre as perspectivas educativas frente à crise ética e ambiental. O debate fez parte do Eixo temático 2, trazendo tópicos relacionados a Educação, Ambiente e Economia.

O professor Odair Neitzel comentou que o debate acerca da educação vai além da formação institucional, porque deve se buscar uma formação humana, orientada filosoficamente. “É preciso formar pessoas capazes de pensar criticamente e filosoficamente, o grande desafio da educação, nesse sentido é promover uma formação que fortaleça o caráter autônomo de cada sujeito”, explica o professor.

A geógrafa e pós-doutoranda pela UFSC, Janete Facco, pesquisa sobre os recursos hídricos na região oeste de Santa Catarina e avalia que a região atualmente passa por problemas na questão das águas subterrâneas, como o risco de contaminação das reservas de água, o que pode afetar diretamente a produção agropecuária. “Quando se trata de agronegócio, seja na criação de animais ou vegetais, precisamos de água de qualidade, como nossas águas superficiais estão comprometidas, fica viável aos proprietários utilizarem os recursos subterrâneos, isso causa uma preocupação em conseguirmos manter sustentavelmente esses recursos”, pontua Janete.

As palestras contaram com debates mediados pelo Professor Walter Strobel Neto e Professora Dr. Vanessa Dutra Silva. Estiveram presentes alunos dos cursos de Pedagogia, Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Ambiental e Sanitária e ADS da Celer e docentes.

A programação do Congresso segue no sábado, 29, a partir das 8h30 no Auditório 1 da Celer Faculdades.

Texto e fotos: Mariana Cossa – Acadêmica de Jornalismo

 

Matéria produzida sob orientação do professor Darci Debona 

“Direitos Humanos e Tecnologias: desafios da pós-modernidade” foi tema da primeira noite do 3º Congresso Regional da Celer Faculdades

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As temáticas tratadas no Congresso refletem o atual contexto brasileiro e global. Foto: Caroline Mognol/Acadêmica de Jornalismo

Direitos Humanos, as tecnologias e os desafios da pós-modernidade foram os temas debatidos na primeira noite do 3º Congresso Regional de Direitos Humanos: Educação, Ambiente e Saúde da Celer Faculdades, nesta quinta-feira, 27. O evento de abertura contou com apresentações culturais de grupos de dança regionais e com a palestra ministrada pelo Professor Dr. Jelson Roberto Oliveira, onde foi discutido sobre a tecnologia e seu impacto na sociedade.

Coordenador de Pesquisa da Celer Faculdades e organizador do evento, Anderson Luiz Tedesco comenta que as temáticas tratadas no Congresso refletem o atual contexto brasileiro e global. “O Congresso é estruturado pensando em todos nossos cursos de graduação e pós-graduação, então nós temos três Eixos temáticos, com debates sempre relacionados à atualidade de cada área”.

Outro ponto destacado pelo Coordenador é de que na tarde da sexta-feira, 28, o espaço será voltado a apresentações de trabalhos. “Teremos trabalhos muito interessantes com pesquisas de universidades da região e até mesmo de outros estados, como da Universidade Estadual de Minas Gerais”, salienta Anderson. As apresentações iniciam a partir das 15h30, nas salas de aula. Quem não submeteu trabalhos pode participar como ouvinte e colaborar com os debates.

A Diretora de Ensino da Celer Faculdades, Anne Margareth Knapp Faé, explica que esse momento de debate trazido pelo evento é importante para toda instituição, docentes e acadêmicos no sentido em que abre um espaço de troca de conhecimentos e experiências. “Durante o evento vamos desenvolver temas importantes relacionados aos direitos humanos, a educação e a saúde. Tendo convidados de toda região e palestrantes de outras instituições agregamos conhecimento para todos que participam”, comenta Anne.

A acadêmica do 8º período do curso de Direito, Talya Caregnatto, salienta que os três dias do evento enriquecem não só o currículo, mas também em conhecimento para a vida profissional. “O congresso proporciona uma atualização em nossos conhecimentos, além de abrir um leque de discussões nas áreas debatidas, e isso não agrega só para mim pessoalmente, mas pra todos os acadêmicos da Celer”, pontua Talya.

Texto: Mariana Cossa – Acadêmica de Jornalismo

Fotos: Caroline Mognol – Acadêmica de Jornalismo

APAE de Xaxim e Coral Cênico de Mãos abrem o 3º Congresso Regional na Celer Faculdades

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O Coral Cênico de Mãos, de Xanxerê, realiza apresentações com assuntos debatidos em sociedade. Foto: Carla Martins/Acadêmica de Jornalismo

A música e a dança foram destaques na abertura oficial do 3º Congresso Regional de Direitos Humanos, Educação, Ambiente e Saúde da Celer Faculdades, na quinta-feira, 27. O evento que reúne acadêmicos, docentes, pesquisadores e a comunidade, contou com apresentações culturais.

Os alunos da APAE de Xaxim apresentaram a Dança Hip Hop. Segundo a professora Ivanete Zanco, o ser humano utiliza os mesmos padrões quando deseja expressar emoções por meio de melodias ou de gestos. “Uma pesquisa nos mostra a forte relação entre a música e a dança, nas mais diferentes culturas, comprovando que a música, literalmente, move as pessoas”, explica.

O Coral Cênico de Mãos, coordenado pela professora Sonia Adriana de Oliveira, trouxe através da música e da dança, temáticas voltadas a religião, a igualdade de gêneros, relações e direitos humanos. De acordo com Sonia, o grupo sempre realiza apresentações com assuntos debatidos em sociedade. “Nesses 13 anos de caminhada o coral sempre trabalhou com a inclusão social e direitos humanos, tanto que usa sinais de libra durante a apresentação”, explicou.

O evento também contou com a palestra ministrada pelo professor Dr. Jelson Roberto de Oliveira, que abordou o tema “Direitos Humanos e Tecnologias: desafios da pós-modernidade”.

Texto: Felipe Valgoi – Acadêmico de Jornalismo

Fotos: Carla Maria Martins – Acadêmica de Jornalismo